Passivity Line

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Passivity line


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Kunsthalle São Paulo, SP, Brasil

Passivity Line | 03.07 – 01.08.2015

Curadoria de: Marina Coelho

KUNSTHALLE São Paulo convida o arquiteto Bruno de Almeida para apresentar na Vitrine a instalação site-specific «Passivity Line», o primeiro trabalho da série «Estruturas Supra-individuais», com a qual ele descortina mecanismos de controle e subjugação que pairam subliminarmente sobre o indivíduo.

«Estruturas Supra-individuais» aborda, por um lado, as estruturas regradas e repetitivas que nos são impostas pela sociedade, e por outro, os dispositivos arquitetônicos que são projetados para induzirem a determinados comportamentos. Ambos tipos de mecanismos, explorados por esta série de trabalhos, exercem um impacto físico e cognitivo sobre o indivíduo, tornando gradualmente sua postura linear, previsível e complacente.

«Passivity Line» é uma instalação que reflete sobre a vigilância exercida pelo imenso número de câmeras que nos filmam diariamente. Uma televisão colocada no centro da vitrine principal mostra a cada dia um novo vídeo que foi gerado pela câmera de segurança do local de trabalho de Bruno de Almeida, mostrando sua rotina de trabalho durante todo o período da exposição. Isto faz com que a instalação adquira um desenvolvimento temporal que só é perceptível para quem passa diariamente pela vitrine. As imagens possuem um mesmo enquadramento estático, o que provoca uma falsa sensação de repetição. A descoberta das diferenças sutis entre os vídeos acentua o próprio caráter repetitivo da rotina de quem repetidamente passa por este local.

Por outro lado, essa repetição do percurso do transeunte é enfatizada através da gravação de seus movimentos, que são reproduzidos com um pequeno atraso em um segundo monitor – colocado no outro extremo da fachada da KUNSTHALLE São Paulo – permitindo que a pessoa veja a si própria em um instante anterior.

O que une as duas vitrines é uma faixa preta pintada na fachada, que remete ao dispositivo arquitetônico criado na Grã-Bretanha para ser utilizado em salas de interrogatório. Nestas salas, uma linha denominada  «Passivity Line», que dá o título à exposição, divide as paredes em duas cores – sendo a inferior mais escura – o que, subliminarmente, induz os interrogados a permanecerem abaixo dela, mantendo-os passivos e sentados.


Fotos: Vitor Coelho Nisida

Assistência técnica: Luciana e Sérgio Bonilha | Maria Antônia Balbo


 

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